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COMISSãO AFIRMA QUE EDITAL DO CONCURSO DA POLíCIA CIVIL RN SAI ESTE ANO


O edital que vai traçar as diretrizes do concurso da Polícia Civil deverá sair ainda este ano e as provas para o certame só deverão acontecer em 2020. A informação é do presidente da comissão do concurso, Ediran Teixeira, que espera publicar o edital ainda neste ano, com previsão até o final de novembro.

Serão ofertadas 41 vagas para delegados, 26 para escrivães e 240 para agentes policiais. Déficit é de mais de 3 mil policiais

“A expectativa é final de novembro. É uma boa vontade do Estado que seja, mas a gente sabe se puder antecipar, antecipa, mas se for para o bem do certame, que siga na normalidade e legalidade, vamos requerer mais prazo”, disse à TN.

Neste momento, a comissão do concurso está na parte da escolha da banca que vai tocar o certame, que ainda será contratada por meio de licitação e analisada pela assessoria jurídica da Secretaria de Estado da Administração (Sead), além de parecer favorável da Procuradoria-Geral do Estado.

“É um processo mais demorado, porque é um concurso que já teve muitos percalços e estamos indo com muita calma para escolher uma banca que não tenha problemas. Acredito que o [edital] tenha chances de ser publicado este ano”, disse Ediran Teixeira.

O concurso vai dispor de 307 vagas para reposição na Polícia Civil do RN, que trabalha com menos da metade do efetivo que deveria dispor em lei. Entre as ofertas, são 41 para delegados, 26 para escrivães e 240 para agentes de polícias.

“Se tudo ocorrer como a gente está esperando, a gente talvez consiga fazer esse concurso em janeiro ou fevereiro. Se houver algum empecilho para contratação, elaboração do edital, alguma discordância da PGE, esse prazo pode se alongar. Até março do ano que vem faremos esse concurso”, disse.

O concurso da Polícia Civil está sendo esperado no Rio Grande do Norte desde 2015 e o último certame para o quadro no Estado foi em 2008. Aguardado para o ano passado, o certame já passou por uma série de complicações antes mesmo de ser lançado.

Isto porque houve questionamentos quanto às empresas selecionadas para tocar o concurso. Uma delas, o Instituto Acesso, foi contrariada pela Procuradoria-Geral do Estado e o Ministério Público do RN recomendou a suspensão do contrato e a anulação dos atos que criavam a então comissão do certame.

A Defensoria Pública do RN também questionou ao Governo a contratação da empresa, alegando que a transação havia sido R$ 1,1 milhão a mais do que a empresa anterior, o Instituto Vunesp.

Fonte | Tribuna do Norte